Cansado do sexo a dois?

seg, 29/09/14
por Bárbara |

Cansado de sexo só a dois? Afim de experimentar um ménage? Seus problemas acabaram!

Tornar a sociedade mais aberta em relação aos desejos sexuais. Essa é a missão do 3nder, um app para quem procura sexo a três ou mais pessoas, e outras especificidades. Pensada tanto para solteiros quanto para casados, a ferramenta permite que o usuário entre na plataforma e compartilhe o que deseja.

O programa procura então pessoas com o mesmo interesse, para que elas possam conversar entre si. A mecânica é bem parecida com a do Tinder. O app utiliza geolocalização para exibir perfis de acordo com suas preferências. Se você gostar de uma pessoa, basta marcá-la, senão, é só seguir adiante.

Os dados cadastrais são todos coletados do Facebook, mas é importante ressaltar que o app diz não fazer uso de nenhum post ou informação do Facebook além das necessárias para o app funcionar e também não publica nada no perfil do usuário.

As fotos também ficam protegidas. Quem define quais o 3nder utilizará é você mesmo, direto no aplicativo. Quem se preocupar em ser encontrado por amigos ou familiares dentro o 3nder há ainda uma opção que oculta seu perfil dessas pessoas. Para isso, basta adquirir a versão avançada do app por US$ 2,99. A versão comum é gratuita.

O 3nder já conta com uma infinidade de usuários e está se transformando numa verdadeira febre. Mas por enquanto o 3nder só está disponível para iOS.

via catracalivre
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Será que a moda pega? Acho que eu gostaria disso rs!

Beijinhos!

Vimeo

sáb, 27/09/14
por Bárbara |

Pessoal,

Infelizmente, a minha conta recém criada no Vimeo foi deletada por conter material pornográfico.

É bem triste esta vida, quero compartilhar vários materias em vídeo com vocês mas essa missão fica cada dia mais complicada. Por isso, os dois últimos posts antes deste ficaram comprometidos. Minha conta simplesmente sumiu e nem aviso eu recebi. Enfim, prometo que darei um jeito, por isso não vou deletar os outros dois posts. Prometo que logo logo eles voltarão a ficar completos.

Beijinhos,

Lola Benvenutti x sexo oral feminino

sex, 26/09/14
por Bárbara |

Acho que todos que frequentam aqui o blog e tem algum envolvimento com o mundo sexo sabe quem é Lola Benvenutti. Lola é uma garota de programa que está fazendo bastante sucesso na mídia. Seu nome de guerra vem de uma variação do nome Lolita, inspiração retirada do clássico homônimo de Vladmir Nabokov. No livro, o narrador acaba se apaixonado por uma ninfeta, Dolores, que ele carinhosamente apelidade de Lolita. E foi para fazer este paralelo de ninfeta que Lola decidiu adotar este nome. E, claro, não posso deixar de citar o fato que a referência a um clássico da literatura não tem nada de gratuito. Lola é formada em letras pela Universidade Federal de São Carlos, e virou garota de programa por opção.

Além de todo esse histórico, Lola ficou famosa também por ter lançando um blog narrando suas experiências como garota de programa, algo bem semelhante feito por uma certa outra garota de programa bem famosa, a Bruna Surfistinha. Porém ela não gosta muito dessa comparação, já que gosta bastante de sua profissão e a enxerga como algo glamuroso (e seu ponto de vista realmente é bem condizente e faz todo o sentido):

“Comecei porque via [a prostituição] como algo glamouroso e não com vulgaridade. Via a Audrey Hepburn como a Bonequinha de Luxo e achava lindo, queria uma vida daquela pra mim. A imagem de prostituição que tenho é muito mais essa do que qualquer outro nicho tipo Rua Augusta, por exemplo. Sempre achei glamouroso um cara pagar para ter sexo. Isso empondera a mulher. As feministas querem me matar quando eu falo isso (risos)”

Por que toda essa introdução? Bem, primeiro porque eu sou fã da Lola. Acho foda a maneira como ela se posiciona no mundo, além de ser muito bonita. Gosto da forma como ela tenta tirar a prostituição do submundo, afinal, por que ter vergonha e ser julgada por escolher essa profissão?

E, somando-se a tudo isso, Lola ainda pretende dar aulas sobre sexo. Como fazer um sexo oral melhor no seu parceiro? Como fazer um sexo oral melhor na sua mulher? Como ter uma boa performance na cama?

Aproveitam as dicas dela, pessoal, que são bem valorosas! E exxxcelente final de semana!

Beijinhos,

PS: Não poderia deixar de citar também que Lola recentemente lançou um livro, O Prazer é Todo NossoTo louca para ler!

Penetra comenta as categorias do PIP!

qui, 25/09/14
por Bárbara |

O programa Penetra, apresentado pela sexy e sensacional Bianca Jahara, entrou na onda do PIP também e resolveu dedicar uma parte comentando as categorias!

Beijinhos e boa diversão!

[Melhor Orgia] PIP – Categorias Comentadas

qui, 25/09/14
por Bárbara |

Como todo mundo que frenquenta meu blog e até quem não frequenta está careca de saber, este ano teremos a Primeira edição do Prêmio da Indústria Pornô, carinhosamente conhecido como PIP! Já fiz alguns posts aqui explicando o que é o prêmio e como ele vai funcionar, se você perdeu algo no caminho, só clicar aqui e aqui!

Navegando pela internet e vendo o que o pessoal estava falando do Prêmio, vi que muitos estavam comentado aqui e ali as categorias. Então, EUREKA! Como euzinha que já vi esses filmes diversas vezes, sei de cor e salteado cada curva dos atores e atrizes, não iria fazer um review com detalhes de cada categoria?! Então, vem comigo nessa série de posts sobre as categorias do PIP! Vou seguir a ordem do site, e começar pela primeira categoria que nos salta ao clicar na página de votação, a de MELHOR ORGIA.

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Pela ordem presente no site, o primeiro filme da categoria orgia nos apresenta um clássico tema do imaginário do pornô nacional. Carnaval. Quem nunca se imaginou (ou se pegou) em uma orgia de carnaval? Acho que é a época mais devassa do ano. E uma das mais esperadas. Como não poderia deixar de ser, é uma festividade que é amplamente explorada pelos produtores pornôs. E, claro, um desses exemplares não poderia deixar de figurar como concorrente na categoria de melhor filme de orgia. Para a primeira edição do PIP, temos como concorrente o Carnaval 2010, das Panteras. Pera, 2010? Mas estamos em 2014! Sim, sei que isso pode causar estranhamento, mas como nossa indústria anda meio mal das pernas e a ideia do PIP é justamente melhorar isso, para a primeira edição foi permitada a inscrição de filmes produzidos de 2010 para cá.

O Carnaval 2010 é o clássico filme de carnaval. Homens e mulheres, fantasiados ou não, trepando de todas as maneiras em um grande salão. O que me incomoda um pouco neste filme é a falta de grandes estrelas, mas creio que o sexo compensa. Fato, com várias pessoas e várias trocas de parceiro. Uma clássica orgia em um clássico cenário de orgia. E como todo filme das Panteras, é o sexo que importa, então nada de um aprumo muito técnico ou movimentações de câmera muito ousados. A coisa toda é bem bem clássica.

O segundo concorrente da categoria vem do filme Rei do Anal 3, da produtora Infinity. Os mais puristas em termos de categoria podem dizer que não é uma orgia clássica, porque a cena são 3 homens e 1 mulher, caracterizando na verdade um gang bang. Mas bem, todo gang bang não se encaixaria como uma orgia?

Enfim, deixando toda a questão semântica de lado, o fato é que a Belinha manda bem PRA CARALHO em cena. Ela conduz a cena com maestria, faz tudo que tem direito (sim, estou falando de DP), e ainda fica com uma cara de quem aguentaria e queria muito mais. Saudades, Belinha.

E, por último mas não menos importante, temos uma cena retirada do filme Amigas da Minha Irmã, das Brasileirinhas. A cena não nos traz um elenco, é uma verdadeira constelação. Bruna Ferraz, Alessandra Maia, Loupan e Ed Junior. Os 4 trepando muito bem, rola uma pequena dinâmica entre os casais, um misto de orgia + swing. E, bem, é um filme da Brasileirinhas. Vão esperando o clássico do pornô nacional, cenas de anal, gozadas na cara, posicionamento de câmeras clássico (closes e afins) e fotografia lavada.

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E ai? Já votaram? Já tem os seus favoritos?

Como o voto é secreto e preciso me manter imparcial, obviamente não vou abrir em quem votei rs! Mas prometo que assim que divulgarem os vencendores, eu faço um post comentando e falando quais eram os meus favoritos e as minhas apostas.

E, fiquem de olho e não esqueçam, a próxima categoria comentada do PIP seguirá a ordem do site, sendo então MELHOR CENA DE FETICHE.

Beijinhos e não se esqueçam de ver os concorrentes e votar até não poder mais!

Está aberta a temporada dos “Belfies”!

ter, 23/09/14
por Bárbara |

Nas últimas semanas circularam pela internet uma nova modalidade de selfie. Diferente da já tradicional selfie, que tem o objetivo de mostrar o rosto da pessoa, a nova moda agora é valorizar o bumbum.

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E como toda moda, já se propagou por diferentes redes sociais.

Twitter, Instagram e Facebook são os principais lugares onde se pode encontrar a tal modalidade. E acredite: os belfies” realmente estão fazendo sucesso mundo afora e de todas as maneiras!

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Considerado uma “preferência nacional”, será que a tal moda de valorizar o popozão chegará ao Brasil?

Não dou duas semanas! Comentem à vontade!

Dom Ricardón de Belfort

Já deu o seu voto? PIP 2014!

sex, 19/09/14
por Bárbara |

Não perca tempo! Entre agora no site do PIP e vote agora. Quantas vezes você quiser. Em vários. E, claro, você pode ver quem tá concorrendo quantas vezes quiser!

Não é obrigatório, mas tenho certeza que todos terão muito muito prazer em votar!

Beijinhos!

Porn ArtCore: a maior revolução do pornô?

qui, 18/09/14
por Bárbara |

No mercado europeu de pornografia está rolando um certo bafafá e um quê de revolução toma conta quando se começa a conversar e discutir tal tema. Estão dizendo por ai que a próxima revolução do pornô será liderada pelo movimento conhecido como art core. Um pornô mais humano, feito principalmente por mulheres, e dando foco muito mais nos aspectos humanos da coisa do que na beleza plástica das imagens. Pode dando adeus as gozadas na cara em câmera lenta, ou no pau entrando lentamente na bunda e a mulher fazendo cara de que está tudo uma delícia. No lugar disso entram pessoas, pessoas de verdade como eu e você. Isso porque muitos dos atores e atrizes usados neste tipo de produção são amadores. São pessoas que gostam de sexo, de se exibir. Mas sexo mesmo, como pessoas normais fazem. O foco destes filmes está no prazer, tanto masculino quanto feminino. E tudo com muito aprume técnico, músicas indies e pessoas bonitas na produção.

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A sueca Erika Lust é uma diretora independente de filmes pornográficos diferentes. Os atores costumam se relacionar na vida pessoal e muitas histórias são reais. Mas não só os protagonistas e o roteiro são distintos. A maior diferença está no objetivo dos filmes da cineasta: a busca pelo prazer das mulheres.

Defender as causas femininas significa, para a diretora, fugir dos estereótipos – sexo anal e ejaculação na cara definitivamente não representam o desejo feminino. Erika tenta brincar com fantasias como o sexo lésbico. “Acho que as mulheres estão muito mais confortáveis em fazer sexo com uma mulher do que os homens em fazer sexo com outros homens.”

O seu mais novo projeto colaborativo, XConfessions, reúne histórias reais enviadas para o seu site. “Quero ouvir sobre o sexo real que as pessoas estão fazendo, o que estão fantasiando, o tipo de pornô que querem ver”, contou em entrevista ao Terra, por e-mail.

Na entrevista, a autora falou sobre as principais diferenças da sua linguagem e dos filmes tradicionais, que mostram “orgasmos horríveis e fingidos”. Confira, a seguir, os principais trechos.

Erika_Lust[1]

Terra: Nos seus filmes, você não usa cenas de sexo anal ou ejaculação masculina explícita. Por que optou por não usar estes recursos?
Erika Lust: Em meus filmes, tento retratar o que eu e as mulheres ao meu redor acham sexy e excitante. Os filmes tradicionais são bem ‘broxantes’ na minha opinião. Se alguma mulher se excita com isso, ótimo, mas eu não, então eu escolho não incluir. Além disso, estes são requisitos básicos para qualquer cena pornô tradicional, e eu não quero seguir essas ideias antiquadas, chatas e orientadas pelo dinheiro.

Terra: O que você acha que mais distingue seus filmes dos tradicionais?
E.L.: A parte mais importante dos meus filmes é a dedicação em mostrar o prazer feminino. Algo totalmente ausente em filmes pornô – exceto pelos orgasmos horríveis e fingidos.Eu escolho artistas que são naturalmente belos, mas que pode ser seu vizinho, melhor amigo ou aquele garçom bonito do seu restaurante preferido. Todos eles amam sexo, e amam seus trabalhos. Isso faz filmes muito melhores do que duas pessoas com corpos desproporcionalmente ridículos e sem interesse no sexo. Eles apenas se preocupam com o cachê e com o final da gravação. O erotismo está nos detalhes. Dirigir e capturar os pequenos momentos durante o sexo pode fazer toda diferença entre um filme que retrata duas pessoas fazendo sexo e um filme que te excita. A forma como a pessoa suspira, olha para o outro, sussurra palavras sujas ao ouvido, a forma como os lábios se mordem…tudo isso é parte do sexo que fazemos na vida real e que frequentemente é deixado de lado no pornô ruim. Essas coisas são tão importantes para uma experiência erótica.

Terra: E na parte técnica?
E.L.: Dou uma enorme importância à estética em meus filmes – não é porque é um filme sobre sexo que tem que ser de má qualidade.

Uso câmeras HD da mais alta qualidade, dedico meses procurando locações modernas (não só quartos!), uso músicas indie legais como trilha sonora, opto por uma make mais natural e por figurinos normais para os meus artistas e também por brinquedos e lingeries mais legais.

Terra: Você usa sexo lésbico com frequência em seus filmes. Você acha que essa é uma fantasia feminina comum?
E.L.: Pelo que eu posso ver, muitas mulheres compartilham a fantasia de fazer sexo com outra mulher. É muito comum.

No entanto, a maioria das mulheres heterossexuais modernas reconhece isso como uma fantasia, e não necessariamente como uma orientação sexual – então elas desenvolvem a fantasia em suas cabeças ou na vida real, se é algo que elas realmente querem experimentar.

Terra: Acha que as mulheres sabem lidar com isso?
E.L.: Acho que as mulheres estão muito mais confortáveis sobre fazer sexo com uma mulher do que os homens sobre fazer sexo com outros homens.

Terra: Você acha que as mulheres pensam o suficiente sobre sexo?
E.L.: Acho que há espaço para mais imaginação, fantasias, brincadeiras e autodescobrimento. Algumas mulheres têm uma imaginação muito ativa, outras assistem a filmes e leem livros eróticos, ou ainda visitam sites para ver fotos sensuais. Mantenham-se explorando, senhoras! Nunca deixem seu lado erótico ficar maçante!

Terra: Você acha que o crescimento do mercado da literatura erótica trouxe mais interesse sobre sexo?
E.L.: Absolutamente. Não importa o quão horrível seja a trilogia 50 Tons de Cinza (tanto no mérito literário quanto na distorção do fetiche do BDSM), ela fez as pessoas falarem. Honestamente, neste mundo moderno e audiovisual, acho que muitas mulheres se esqueceram da literatura erótica. Mas ela pode ser muito mais completa do que os filmes pornográficos tradicionais, então acho que foi um despertar para muitas pessoas.

A sexualidade feminina só terá seus tabus quebrados quando falarmos sobre isso. E o aumento da literatura erótica foi um grande passo neste sentido.

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Terra: De onde você tira as ideias dos seus filmes?
E.L.: Tiro inspiração de muitas coisas diferentes – locações, alguns artistas, histórias de amigos, livros e blogs eróticos, moda, cinema indie, música, publicidade, novos produtos eróticos e, claro, da maravilhosa cidade de Barcelona [onde ela vive].

Atualmente, minha inspiração vem dos meus fãs. Estou trabalhando em um projeto [chamado Xconfessions] colaborativo em que as pessoas confessam seus encontros e fantasias sexuais. Todo mês, escolho dois deles e filmo. É muito divertido, e você não pode imaginar o quão inspiradora pode ser a vida sexual das pessoas.

Terra: Que tipo de cena você acha excitante para as mulheres?
E.L.: Não tenho certeza, porque sou apenas uma mulher. Na verdade, acredito que meus filmes se tornam sucessos porque não posso dizer todos os desejos femininos, apenas os que eu sinto.

Honestamente, a maioria dos filmes pornográficos vendidos como “para mulheres” não são diferentes dos feitos para os homens, porque são feitos para um homem que pensa que sabe o que excita uma mulher: luz suave, muitos beijos e sexo lento.

A verdade é que nos excitamos por coisas diferentes. Então eu posso apenas dizer o que me excita, que é o que coloco nos meus filmes.

Quero ver o tipo de sexo que quero ter – incluindo mais do que 30 segundos de sexo oral -, não apenas uma lista de posições. Gosto de ver histórias reais, personagens e suas características, roupas da moda, brinquedos e música. Tem a ver com isso tudo.

Terra: Você faz filmes voltados às mulheres. Você acha que eles podem interessar aos homens também?
E.L.: Os homens certamente assistem a meus filmes, porque acho que eles estão tão ansiosos quanto as mulheres para verem algo diferente dentro da indústria de filmes adultos. Muitos homens percebem que não se importar com paixão, histórias, autenticidade e, especialmente, o prazer feminino, é um estereótipo ruim. Muitos deles escrevem e-mails para mim, assim como as mulheres fazem, para me dizer que não sabiam que este tipo de pornô existia e que estão amando.

Terra: Como é o feedback dos seus telespectadores, de um modo geral?
E.L.: Muito positivo, de homens, mulheres e casais. Na maioria das vezes, eles escrevem dizendo que não sabiam que gostavam de pornô até assistirem a meus filmes.
Terra: Já soube da história de alguém que tenha sentido uma mudança real na vida a partir de um filme seu?
E.L.: Um homem me escreveu dizendo que sua irmã recomendou os meus filmes. Ele disse que isso mudou completamente sua perspectiva sobre pornô e sobre o prazer feminino, porque ele até então só tinha visto filmes tradicionais por anos.

Ele disse que se tornou mais atencioso com o prazer de sua parceira. Foi uma honra fazer parte de um novo capítulo de sua vida sexual e intimidade.

Terra: Você geralmente opta por pessoas ‘comuns’ em seus filmes, diferente da estética comum dos filmes tradicionais. Por que fez essa escolha?
E.L.: O processo de seleção de elenco é uma parte importante dos meus filmes. Muito da minha inspiração vem do dia a dia.

Às vezes você vê alguém em um ônibus ou sentado em um café e é fácil ter uma fantasia, mesmo que só por um segundo. Todo mundo é sexy a sua maneira, e quanto mais nos acostumarmos a ver uma variedade de pessoas fazendo sexo, mais se expande nossa percepção sobre o que é o sexo.

Terra: Você também costuma usar casais que se relacionam na vida real. Que tipo de diferença você acha que isso traz para as cenas?
E.L.: Sem dúvida há uma intensidade, uma paixão e uma química que nem sempre existe entre dois atores que se conheceram pela manhã. Tenho trabalhado com muitos casais (tanto profissionais quanto amadores) no projeto Xconfessions e adoro isso porque os resultados no filme são sempre fantásticos.

Terra: Você já disse em entrevista que considera sexo um ato político. O que você quer dizer com isso?
Erika Lust: O sexo é parte de nossa vida privada, sem dúvida. Mas, ao longo da história, o sexo também esteve ligado à imoralidade, e é aí que a política entra no discurso.

Ainda existem lugares no mundo onde a homossexualidade ou os brinquedos eróticos são ilegais; onde alguém de uma religião não pode ter relação com uma pessoa de outra religião. Dessa forma, toda vez que fazemos sexo, estamos dizendo algo não só sobre nós mesmos, mas sobre a nossa forma de ver o mundo também.

Terra: Quais são seus próximos projetos?
E.L.: O Xconfessions é uma série de curtas inspirados em confissões anônimas, enviadas para o site. Quero ouvir sobre o sexo real que as pessoas estão fazendo, o que estão fantasiando, o tipo de pornô que querem ver.

A sexualidade das pessoas é algo tão diverso, estranho e bonito – e nada disso parece se refletir na pornografia. Qualquer pessoa pode se cadastrar gratuitamente e escrever uma confissão anônima no site do projeto.

Terra: Você é uma consumidora de filmes pornôs?
E.L.: Honestamente, não tanto quanto você deve imaginar, simplesmente não tenho tempo. Geralmente, admiro muito os dos meus contemporâneos: Candida Royalle, pela ideia pioneira de abordar o que a mulher quer. Jennifer Lyon Bell e Murielle Scherrepor por mostrarem uma intimidade raramente capturada em filmes explícitos.

Tristan Taormino por seu comprometimento com a educação sexual. Ovidie por seu humor inteligente sobre tabus sexuais. Anna Span por defender o ponto de vista sexual feminino. Jacky St. James por infundir em seus filmes histórias modernas e cinematografia. Pierre Roshan por usar padrões de erotismo sem precedentes.

Estes são apenas alguns dos cineastas talentosos que em vêm a mente, muitos deles criando uma nova geração do pornô bom.

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via Terra

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E ai? O que acham? Particulamente, gosto muito da estética e da maneira como art core produz os filmes. Mas não sei se o movimento vai conseguir força para derrubar o pornô tradicional, que já está bem enraizado nas nossas vidas.

Beijinhos,

Transar existe manual?

qua, 17/09/14
por Bárbara |

O post de hoje é uma reflexão em relação a que costumamos ver em revistas que costumam “ensinar” como agir durante uma transa, a pergunta é: existe ou não um manual para o sexo?

Dia desses passei na frente de uma banca de jornais e uma chamada na capa de uma revista me chamou a atenção. Dizia assim: “O Melhor sexo do mundo” e eu pensei “Uow, o que é isso?” e só depois comecei a perceber que os principais títulos femininos em circulação hoje em dia são revistas que vendem maneiras e ideias de sexo como se fossem receitas de bem-casado, pudim de leite condensado ou coisa do tipo. Essas publicações deveriam estar ao lado da revistinha do ponto cruz e do “crochê sem segredos”. E quem é que cai nesse tipo de cilada? Um montão de gente! Assim como eu fui fisgado pela capa vendedora, muita gente é atraída e acaba abrindo a carteira e levando esses absurdos pra casa.

Agora me diz com sinceridade: você consegue definir qual é o melhor sexo do mundo? Porque para mim o melhor sexo do mundo deve ser diferente do seu, que é diferente do da sua amiga, que é diferente do conceito de sexo sensacional do namorado dela. Banalizar o sexo é só mais um passo para um mundo onde as relações entre pessoas são sempre fugazes, não suprem, não bastam. Você pode sugerir que alguém seja mais ousada, que um casal tente coisas novas e pode até entrevistar sexólogos que dizem que isso talvez consiga reacender o relacionamento, mas você não pode garantir. Uma revista assim na casa de um casal que não anda muito em sintonia é um convite perfeito para brigas, uma crise mais séria e, em alguns casos, o fim do relacionamento. Porque se está na revista pra todo mundo ver, como é que não pode estar acontecendo na sua casa também?

O fato é que eu sei – e espero que você saiba, ou esteja abrindo os olhos para isso agora – que esse tipo de conteúdo foi criado para fazer dinheiro, não para instruir ou informar ninguém. Essas revistas não são suas amigas, não querem melhorar sua vida, não querem te ajudar! Já trabalhei em revista feminina alguns anos da minha vida e sei como essas edições são feitas. Não existe nenhuma fórmula mágica para um sexo sensacional escrita em lugar nenhum. Transar com alguém não tem manual, as pessoas não seguem roteiros. Quer transar e gozar loucamente? Faça o que você gosta, escolha pessoas que te dão tesão, converse, diga o que você gosta, preocupe-se com o seu prazer na mesma medida em que se preocupa com o prazer do outro e seja livre para experimentar! Isso deve funcionar mais.

“O melhor sexo do mundo” não está numa revista. Não está escrito em lugar nenhum. O melhor sexo do mundo está na sua cabeça, está num dia em que você está inspirada, em que você tem alguém que sabe te tirar o fôlego e nenhuma dessas coisas é exatamente igual para todo mundo. É pretensão demais achar que a fórmula para um “orgasmo explosivo” ou “sexo de cinema” está numa meia dúzia de páginas de revista de circulação nacional. Vai saber se a leitora do Rio Grande do Sul tem as mesmas fantasias que a do Pará? Não caia nessa, não deixe que transformem o seu prazer em uma equação matemática e, principalmente, não tente descobrir onde é que está o melhor sexo do mundo lendo revista. Você vai encontrá-lo transando, simples assim!

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Dom Ricardon/ Casal sem vergonha

 

Sexo ao vivo e de graça? “O patrão ficou maluco…”

seg, 15/09/14
por Bárbara |

Segunda-feira foi um dia histórico para o site. Exibimos pela primeira vez a transmissão de sexo ao vivo. Para uma produção em teste, os resultados foram bastante satisfatórios e agradou a grande maioria que pode experimentar essa sensação. No entanto a primeira transmissão foi apenas para assinantes e a grande novidade de agora, ou melhor, de logo mais, é que hoje abriremos para todos. Isso mesmo. Sexo ao vivo, com o selo de qualidade Sexy Hot aberto para todos que quiserem matar sua curiosidade e entender um pouco mais dessa modalidade que é a transmissão ao vivo.

Bom, que algumas coisas fiquem claras: o sexo é ao vivo mesmo! Tempo real e você poderá contribuir para isso, escolhendo por exemplo onde o rapaz deve gozar! O que acham? Diferente? Inovador? Isso é Sexy Hot, amigos!

Até mais e vamos aproveitar e entrar literalmente nesse ménage e tornar logo isso uma boa suruba!

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Entre no site do Sexy Hot, às 23h, hoje (dia 15) e veja essa super produção que faremos em parceria com a Xplastic!

É hoje!
É ao vivo!
É de graça!