Fábulas fabulosas da sexualidade

ter, 10/04/12
por Bárbara |
categoria comportamento

Somos Mulheres, podemos e devemos sentir prazer, brincar e sermos felizes apesar dos babaquinhas machistas e das exigências culturais referentes aos nosso papel na sociedade ou da medida dos nossos quadris e bustos. rs

Pois é meninas, temos que repensar e reformular bastante esse legado  de sexualidade e feminilidade transmitido de geração em geração, que nos torna princesas de ‘faz de contas’ e prisioneiras de  fantasias e sonhos doces, românticos e impossíveis.

Amparadas nessas minhas sábias palavras, lanço aqui um conselho bárbaro às amigas leitoras deste humilde bloguinho:

“Mulheres, não fiquem à procura do príncipe encantado…

Procurem o Lobo Mau que te enxerga melhor,

te ouve melhor e ainda te come!!!”

As insinuações sexuais são encontradas em vários outros contos da carrochinha, entre eles Chapeuzinho Vermelho! O “Lobo Mau”, ainda hoje o símbolo do homem cafajeste que baba ao ver uma mulher que lhe agrade realmente só queria comer a pequena e inocente donzela no sentido literal da palavra.

Mas caramba… o lobo safado já tinha comido a avó e depois ainda queria comer a neta?…Mas que apetite insaciável tinha esse bicho hein?! rs

Olha só que curiosa a análise de Marilena Chauí, professora de Filosofia na Usp, no seu livro Repressão Sexual (Ed. Brasiliense, 1984). Ela explica que:

Há duas figuras masculinas antagônicas: o sedutor animalesco e perverso, que usa a boca (tanto para seduzir como para comer) e o salvador humano e bom, que usa o fuzil (tanto para caçar quanto para salvar).

Há três figuras femininas: a mãe (ausente) que previne a filha dos perigos da floresta; a vovó (velha e doente) que nada pode fazer, e a menina (incauta) que se surpreende com o tamanho dos órgãos do lobo e, fascinada, cai em sua goela.

A sexualidade do Lobo aparece não só como animalesca e destrutiva, mas também “infantilizada” ou oral, visto que pretende digerir a menina (o que poderia sugerir, de nossa parte, uma pequena reflexão sobre a gíria sexual brasileira no uso do verbo comer).

Enfim, moral da história!:

Qualquer relação está longe de ser um conto de fadas!

Mas quem sabe pode se transformar num “conto de fodas”?! heheeh

 

Leia também:

- O melhor e menor conto de fadas

- Contos de fa(o)das fetichistas

- Fábulas em versões picantes

 

compartilhar
Comentar

deixe seu comentário